"A arte é a contemplação: é o prazer do espírito que penetra a natureza e descobre que ela também tem uma alma. É a missão mais sublime do homem, pois é o exercício do pensamento que busca compreender o universo, e fazer com que os outros o compreendam." (Auguste Rodin)

terça-feira, 25 de setembro de 2012

2ª SÉRIE - ARTE GREGA - 2ª UNIDADE - 2012



Por volta do século XX a.C. no sul da península dos Bálcãs, se estabelecia um povo que daria início à história grega. Entre os gregos, a escravidão tornou-se dominante, e um grande pensador afirmou que sem ela não haveria o Estado grego, nem arte nem ciência.
Os gregos se destacaram nos mais diversos campos culturais. Na escultura, nas estátuas demonstram harmonia, ritmo, movimento e proporção. Em termos de arquitetura, destacam-se os grandiosos templos que foram construídos para os deuses.
Os gregos não se submeteram aos dogmas religiosos. Para eles o conhecimento vinha através da razão e não da fé. A arte grega é idealista e não realista. O ideal de beleza é o homem.
A história da civilização grega pode ser dividida em:
       Período Minóico ( 3.000 – 1.600 a. C.);
       Período Micênico (1.600 – 1.100 a. C.);
       Período Geométrico (1.100 – 700 a.C.);
       Período Arcaico (700 – 500 a.C.);
       Período Clássico (500 – 300 a.C.);
       Período Helenístico (300 a.C. até a Cultura Romana).

 PERÍODO MINÓICO
A civilização minóica surge no Mar Egeu, ocupando, principalmente, a Ilha de Creta. Existe uma teoria que diz que possivelmente esta civilização teria sido àquela de Atlântida (que afundou no mar como conta a mitologia grega). Os minóicos não tinham preocupação com a guerra, suas cidades não eram muradas.
O Palácio de Cnosso é o principal exemplo de arte minóica. Nele já existiam encanamentos de água quente e fria. As pinturas são alegres e preocupadas em demonstrar a vida cotidiana. Foram utilizadas cores vivas como: vermelho, amarelo, verde, azul, branco e marrom.

 PERÍODO MICÊNICO
Os micênicos se instalaram na região que primeiramente era ocupada pelos minóicos. O povo micênico era guerreiro e tinha as cidades muradas. É um dos povos que darão origem (juntamente com os áqüeos, eólios e jônicos) à civilização grega propriamente dita.
Caracterizou-se principalmente pelo desenvolvimento da arquitetura, tendo como modelo o megaron micénico (sala central do palácio de Micenas); O palácio divide-se em três áreas simples: um pórtico com duas colunas leva à antecâmara que antecede a grande sala de audiências, rectangular e com quatro colunas a envolver uma lareira central circular; ao redor dos palácios, no interior da cidadela, e também do lado de fora, junto às muralhas, haviam várias casas de planta retangular e diversos cômodos, um deles habitualmente com lareira. As paredes eram de tijolo seco ao Sol, barro comprimido reforçado com cascalho, vigas de madeira, ou uma combinação disso; as fundações eram de pedra, ou de simples cascalho misturado com barro. O telhado era provavelmente plano, composto de uma estrutura de madeira recoberta de reboco ou terra - casas dos cidadãos mais ricos e influentes da sociedade micénica; os mais pobres viviam em cabanas de um ou dois cômodos situadas fora das muralhas. As paredes eram de tijolos secos ao sol ou de madeira, o chão era de terra batida e o telhado, plano, era em geral recoberto de palha;
- Desenvolveu-se ainda o artesanato em cerâmica, decorados com cenas do quotidiano e motivos florais e animais;

PERÍODO GEOMÉTRICO

Esta fase dura aproximadamente 400 anos. A cultura deste período é desestruturada, portanto a arte não era consolidada. O material artístico desta época é muito escasso, exceto por alguns templos primitivos. Não sobreviveram pinturas nas paredes, nem esculturas em larga escala. Os poucos achados são de pequenas estátuas, principalmente de bronze, reverenciando algum deus no templo ou enfeitando túmulos.
O Período Geométrico ficou conhecido, artisticamente, por seus potes e vasos com pinturas de figuras geométricas, representando a pobreza cultural dos dórios.
Gradativamente, a arte grega deixou de retratar apenas figuras geométricas e começou a exibir animais. A partir do século VIII A.C., houve uma ascensão do estilo humanista na arte, que passou a mostrar humanos, como dançarinos, corredores em bigas, cenas de batalhas e homens ou mulheres lamentando-se em frente a um túmulo, rituais religiosos, mas também cenas de coleta, de dança, de atletismo, de casamentos e outras atividades diárias. Muitas vezes os ceramistas e pintores de vasos eram a mesma pessoa.
Os vasos gregos são conhecidos não só pelo equilíbrio de sua forma, mas também pela harmonia entre o desenho, as cores e o espaço utilizado para ornamentação.
Além de servir para rituais religiosos, esses vasos eram usados para armazenar, entre outras coisas, água, vinho, azeite, mel, perfume, mantimento e até como urna funerária. Mas na medida em que passaram a revelar uma forma equilibrada e um trabalho de pintura harmoniosa, tornou-se também objetos artísticos. Inicialmente o artista pintava, em negro, a silhueta das figuras. A seguir, gravava o contorno e as marcas interiores dos corpos com um instrumento pontiagudo, que retirava a tinta preta, deixando linhas nítidas.

Figura negra: No final do século VIII a.C., a cidade de Coríntio testemunhou a invenção de uma técnica de pintura em vasos conhecida como figura negra. Nela a silhueta usada no período geométrico foi avivada pela incisão de uma tinta vermelha e branca.
Figura vermelha: Por volta do ano de 525 a.C., um grupo de ceramistas atenienses inventou uma técnica da figura vermelha, com a qual as figuras são desenhadas em linhas gerais, os detalhes interiores acrescentados em linhas de espessura variada e o fundo feito em tinta preta.
Na mesma época a gravação foi substituída pelo pincel, o que permitiu maior sutileza na pintura e exploração da figura humana. A partir dessa época, Atenas passou a dominar a produção de cerâmica decorada e qualidade de suas obras só fez aumentar. Exemplos de cerâmicas:
 Ânfora: vasilha em forma de coração, com gargalo longo com duas asas, tem como características a ornamentação geométrica e figuras estilizadas.
Hidra: era utilizada para recolher a água das fontes e caracterizava-se por três asas, uma na vertical para segurar enquanto corria água e duas para levantar.
Cratera: tem a boca em forma de cratera, muito larga, com o corpo em forma de sino invertido e serve para misturar água com vinho. Os primeiros exemplares desses vasos tinham uma decoração geométrica. Em seguida foram utilizadas figuras humanas e de animais estilizados. 

ARQUITETURA DO PERÍODO GEOMÉTRICO: Entre os anos 900 e 725 a.C., as casas são de plano irregular e os templos têm planta ora longa e estreita, ora quase quadrada, com uma coluna central (ou fila central de colunas) como arrimo. Os materiais de construção preferidos eram o tijolo cru e a madeira, com alguma utilização da pedra.

PINTURA DO PERÍODO GEOMÉTRICO: Surge como elemento de decoração da arquitetura. Ela também aparece nos vasos cerâmicos, conhecidos pelo equilíbrio entre forma e desenho, cor e espaço.
Os ceramistas e pintores de vasos atuavam de forma mais humilde do que os escultores e arquitetos gregos, que em geral, trabalhavam sob encomenda e usavam materiais caros. Há indícios de que as oficinas de cerâmica eram formadas por enormes famílias e, freqüentemente, as cenas representadas eram relativas a preocupações do cotidiano.

 PERÍODO ARCAÍCO E CLÁSSICO
As duas principais cidades gregas foram Atenas (berço da arte e democracia) e Esparta (cidade dos guerreiros). As cidades gregas eram divididas em três partes:
       Acrópole: centro da vida religiosa e geralmente o ponto mais alto da região;
       Ágora: centro da vida civil, política e comercial;
       Astu: parte mais baixa da cidade, onde moravam os artesãos, comerciantes e povo.
Os gregos não se submetiam aos dogmas religiosos. Para eles o conhecimento vinha da razão e não da fé. A arte grega é idealista e não realista. O ideal de beleza é o homem.

PERÍODO ARCAÍCO
Chama-se de arcaico o período em que os gregos começaram a desenvolver técnicas sob a influência e contato com as idéias das civilizações mais antigas do Egito e do Oriente.

ESCULTURA DO PERÍODO ARCAICO
Nas obras do período arcaico nota-se a influência do Egito não só como fonte inspiradora, mas também na técnica. Durante esse período, o escultor grego apreciava a simetria natural do corpo humano. Desenvolveram a representação da figura humana, tornando-a mais realista. Iniciou-se a preocupação com os detalhes do corpo e das vestimentas. Começaram a esculpir grandes figuras de homens em mármore, embora existam algumas feitas de outros materiais como vários tipos de pedras, madeira talhada e terracota. Esse tipo de estátua era baseado nas esculturas egípcias. Assim, surgem as estátuas chamadas de Kouros (que significa “homem jovem”). São figuras masculinas nuas, eretas, em rigorosa posição frontal e peso do corpo igualmente distribuído sobre as duas pernas, com uma perna adiantada em relação à outra, os braços colados ao corpo, os punhos fechados com força e o olhar para frente, e a presença do característico sorriso arcaico, que não se apaga mesmo quando está ferido ou faz esforço, como é o caso do Moscóforo de Atenas. As Korés (que significa “mulher jovem”) são as figuras femininas. Os vestidos das mulheres, muito sutis, moldam-se nos corpos como se fossem panos molhados, mostrando por baixo da anatomia.
Além dessas estátuas também dedicaram muitas obras a animais como leões, cães, cavalos e imaginários centauros, esfinges e monstros, com os quais narravam aventuras dos heróis e deuses.

 PERÍODO CLÁSSICO:
As principais características da arte deste período são:harmonia, equilíbrio e proporção.
ESCULTURA DO PERÍODO CLÁSSICO:
No período clássico passou-se a procurar movimento nas estátuas. Para atingir tal objetivo, começou a usar o bronze, que era mais resistente do que o mármore podendo fixar o movimento sem se quebrar. O grego não se interessa por copiar a realidade e fixa-se na beleza ideal, seguindo proporções perfeitamente calculadas, de um modo geral, baseadas nas dimensões de pé, que dão as mesmas da cabeça. Contudo, o grego conduziu rapidamente a escultura a uma mudança radical na transição da arte Arcaica para o Clássico. As figuras imóveis dos jovens (Kouros) começaram adotar-se de movimento. Começa a evolução da ruptura da frontalidade para a conquista das três dimensões e movimento. A anatomia reflete uma maior naturalidade e o sorriso arcaico desaparece.
Características:
       Naturalismo ou representação fiel da natureza e do corpo humano;
       Idéia de movimento (quer do corpo, quer das roupas);
       Perfeição na representação do corpo humano;
       Serenidade, pois as figuras não revelam qualquer sentimento na sua expressão;
       Harmonia, pois existe proporção entre as várias partes do corpo.

 PINTURA DO PERÍODO CLÁSSICO
Nenhum trabalho restou dos grandes pintores de vasos do Período Clássico, mas sabe-se que nessa época a pintura aperfeiçoou a utilização de perspectiva, sombras e anatomia.

ARQUITETURA DO PERÍODO CLÁSSICO:
Um dos símbolos de maior sucesso artístico da Grécia é a sua requintada arquitetura, principalmente as elegantes colunas de pedra e os frontões triangulares, esculpidos em três “estilos” de arquitetura desenvolvida por eles entre 600 a.C. e 300 a.C., caracteriza-se por um senso absoluto de organicidade e equilíbrio, subordinando-se suas proporções à ordem matemática. A arquitetura grega foi muito mais, do que belos edifícios é leve, harmoniosa e funcional. No início da construção dos templos, os materiais utilizados pelos gregos eram o adobe (para as paredes) e a madeira (para as colunas). A partir do século VII a.C., no entanto, eles caíram em desuso e foram substituídos pela pedra e pelo mármore. A inovação permitiu que fosse acrescentada uma nova fileira de colunas na parte exterior da construção, fazendo com que o templo ganhasse um caráter monumental. Surgiram então os primeiros estilos arquitetônicos. 
Na Acrópole e em Ágora os templos e edifícios foram erguidos em mármore polido. Porém as casas das ruas, sujas e tortuosas, eram principalmente construídas de adobes secadas ao sol.
Não havia residências suntuosas. Mesmo um grande general vivia numa casa simples, igual à de um de seus vizinhos. Só as casa grandes tinham pavimento de pedra, as outras eram construídas a partir de terra batida e as paredes de abobe.
Os templos eram muito vulneráveis ao fogo, porque a madeira era amplamente empregada na arquitetura grega, para a construção do teto e das colunas. Além disso, o azeite armazenado nos templos e em outras construções era inflamável e podia ser perigoso quando usado em lamparinas.
No mundo grego, só estilos eram identificados de acordo com as ordens arquitetônicas que regulamentavam toda a obra dos artistas. Estes estilos distinguem-se especialmente nas colunas dos templos, teatros, estádios, ginásios e pórticos (pátios). Os gregos se preocupavam ainda com a simetria, a escala, a proporcionalidade e a harmonia.
A arquitetura deste período estava muito ligada a vida religiosa. Construíam-se teatros em honra de Dionísio e estádios em homenagens aos deuses como Zeus ( Santuário de Olímpia) e Apolo no (Santuário de Delfos).
A arquitetura apresenta ainda as seguintes características: Predomínio da horizontal sobre a vertical, planta regular, colunatas rodeando os edifícios, frontão triangular e a simetria entre o pórtico de entrada e o dos fundos. O templo era construído sobre uma base de três degraus.  O degrau mais elevado chamava-se estilóbata e sobre ele eram erguidas as colunas. As colunas sustentavam um entablamento horizontal formado por três partes: a arquitrave, o friso e a cornija.
Partes da coluna:
Cornija: é o ornato que se assenta sobre o friso de uma obra arquitetônica. É uma espécie de moldura.
Friso: é a parte do entablamento, que repousa sobre os capitéis das colunas e fica entre a cornija e a arquitrave.
Capitel: é o remate da coluna, a parte superior da pilastra ou balaústre geralmente esculturada.
Fuste: é a parte principal da coluna. Fica entre o capitel e a base.
Base: é tudo o que serve de apoio, a parte inferior da coluna.
A palavra entablamento refere-se ao conjunto formado por arquitrave, friso e cornija.
Em algumas colunas aparece o acrotério, um pedestal sem base que suporta vasos, figuras ou outros ornamentos. As colunas e o entablamento eram construídos segundo os modelos da ordem dórica, jônica e coríntia.
Ordem Dórica: Foi a primeira, a mais simples e a mais importante das ordens arquitetônicas é considerada a ordem masculina. Surgiu antes dos outros por uma razão muito óbvia: o dórico foi um dos primeiros povos que dominaram a Grécia. Apresentava as seguintes características: o fuste da coluna era monolítico e grosso. A arquitrave era lisa e sobre ela ficava um friso que era dividido em tríglifos (retângulos com sulcos verticais) e métopas (retângulos que podiam ser lisos, pintados ou esculpidos em relevo). O fuste da coluna era monolítico e grosso. O capitel era uma almofada de pedra. As grossas colunas que lhe davam sustentação não dispunham de base, o fuste tinha a forma acanelada. O capitel, muito simples. A mais notável característica dessas construções é a curvatura das linhas, que dão aparência de retas, mas na realidade, apresentam uma pequena curvatura para eliminar a impressão   de divergências das numerosas colunas.
Templos dóricos: Poseidon e o de Hera em Paestum na Itália e os Selinunte, na Sicília.

Ordem Jônica: Representava a graça e o feminino tem antecedentes na arquitetura dos assírios e de outros povos da Ásia Menor. Ela espalhou-se no século V a.C., por outras cidades-estado gregas e pelas colônias. É leve, elegante, esbelta, cheia de classe e refinamento e era mais ornamentada. A coluna apresentava o fuste mais delgado e não se firmava diretamente sobre o estilóbata, mas sobre uma base decorada. O capitel era formado por duas espirais unidas por duas curvas é parecido com o tipo de penteado feminino em moda na época, existindo também certa semelhança entre a linha da coluna jônica e um traje de mulher.  O friso era dividido em partes ou decorado por uma faixa esculpida em relevo. A cornija era mais ornamentada e podia apresentar trabalhos de escultura. O mais belo templo jônico é o Eractéion de Atenas, erguido em honra de um lendário herói chamado Erecteu.
Ordem Coríntia: Apareceu no século IV a.C., e se caracterizou, sobretudo pela forma do capitel. Que era formado com folhas de acanto (planta espinhosa muito decorativa, originária da Grécia e da Itália) e quatro espirais simétricas, muito usado no lugar do capitel jônico, de um a variar e enriquecer aquela ordem. Sugere luxo e ostentação.
O maior exemplar e mais significativo da arquitetura coríntia é o templo de Olympeion em Atenas, que começou a ser construído no ano de 170 a.C., e só ficou pronto muito tempo depois. 
http://4.bp.blogspot.com/-UcemGXe8Grg/TlQw3VLNqjI/AAAAAAAAANU/ncm7e3zRZj0/s320/ORDENS+GREGAS.jpg

ARQUITETURA DO PERÍODO HELENÍSTICO

Em 400 a.C. surgiu uma nova e mais elaborada versão da arquitetura jônica: o estilo coríntio. Os templos são o maior destaque da arquitetura deste período. Eles foram criados para o culto aos deuses. As casas, até o período Helenístico, tinham pouca importância, pois o grego se preocupava com o coletivo.
Nos teatros, acontece uma modificação na planta do edifício. O coro passa para segundo plano. É dada maior importância para os artistas, assim o palco dobra de tamanho.
As casas passam a ter maior importância, pois o grego passa a pensar menos no coletivo. São inseridas colunas, peristilo e pátio central no desenho da casa.
Principais escultores: Miron ( que se preocupou em representar o movimento e as justas proporções do corpo humano. O Discóbolo).  Fídias ( autor de Zeus Olimpo, sua obra prima e Ateneia), Policreto (cabeça do Doríforo) e Praxíteles.

PINTURA DO PERÍODO HELENISTÍCO
Parte da pintura grega do período Helenístico sobreviveu até os dias atuais, mas a maior parte do que se sabe atualmente sobre o período vem de cópias feitas pelo Império Romano e achadas em Roma e Pompéia. Foram encontrados também vários mosaicos. A produção de mosaicos já se havia iniciado no período Clássico, mas atingiu seu apogeu no Período Helenístico, principalmente na cidade de Delos.

ESCULTURA DO PERÍODO HELENÍSTICO
Neste período as obras se diversificaram bastante, devido a uma mudança de cultura. Os macedônios invadiram a Grécia e aconteceu uma fusão de gostos. A arte se tornou mais expressiva e teatral. A escultura alcançou o seu ponto máximo de desenvolvimento, na expressão e na variedade de temas representados. Podemos observar o crescente naturalismo, os seres humanos não eram representados apenas de acordo com a idade e a personalidade, mas também segundo as emoções e o estado de espírito de um momento. Com a mudança das figuras contorcendo-se em todas as direções, completou-se a conquista da terceira dimensão, dando lugar aos grupos de esculturas com formas piramidais e com os corpos, braços e pernas entrelaçadas formando um verdadeiro emaranhado humano. A isso juntou-se um crescente interesse pelas expressões do rosto, tal como acontecem na realidade e que até então se tinham idealizado. As expressões de dor, ausência e preocupação refletem-se nos corpos, chegando a exagerar a gesticulação das personagens. A anatomia dos corpos aproxima-se da realidade excessivamente fiel em alguns casos.
Os temas também sofreram transformações: as antiquadas figuras dos deuses e heróis juntaram-se agora a novos motivos como sátiros e centauros. Ex.: um rapaz a tirar uma espinha da pele, a velha embriagada, o pescador, etc. Surge também o nu feminino, pois, no período arcaico, as figuras de mulher eram sempre vestidas.
A escultura apresenta traços bem característicos:
  Crescente naturalismo, seres humanos representados de acordo com a idade, personalidade e estado de espírito;
     Representação sob a forma humana de sentimentos com paz, amor, liberdade, vitória, etc.
Glossário
Peristilo: galeria de colunas isoladas, em torno de um edifício ou de um pátio.
Arrimo: muro de sustentação.
Monolítico: formado por uma só pedra.
Peristilo: galeria de colunas isoladas, em torno de um edifício ou de um pátio.
Pórtico: é local coberto à entrada de um edifício de um templo ou de um palácio.


Referências bibliográficas:
PROENÇA, Graça. História da Arte. São Paulo: Ática. 2000.
CALABRIA, Carla Paula B. MARTINS, Raquel Valle. Arte, História e Produção. Vol 2. FTD.
Revista: Grécia Terra dos Deuses. São Paulo: Escala. 2003.
VIEIRA, Cristina. Grécia: Arquitetura. Vol 4. São Paulo: Escala.

Nenhum comentário:

Postar um comentário